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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Para quem "odeia" o Natal e nem sabe o motivo....

Faltam poucos dias para o Natal e final do ano de 2013. Enquanto a maioria festeja a época, alguns dizem odiá-la. Para os que não gostam, tenho uma notícia ruim – as festas acontecerão independentemente da sua vontade. Aliás, o Natal já é uma comemoração meio antiga, instituída pelo Papa Júlio I, no ano de 350 e tem sido assim desde então.

É Natal,vamos comemorar?
Concordo que o sentido do Natal, a celebração do nascimento de Jesus Cristo, está um tanto perdida. Realizam-se grandes eventos natalinos, mas a cada ano, esquecemos o grande motivo disso tudo, em especial, do aniversariante. As pessoas gastam, consomem e se esquecem da simplicidade do exemplo que o Natal deveria trazer.... Mas será necessário odiar a data?

A grande hipocrisia é aquela pessoa que diz odiar o Natal e está em todas as comemorações relacionadas à data – confraternizações da empresa, do clube, da academia, da escola, amigos secretos, etc.... Atitudes como essas são totalmente contrárias àquilo que se professa.

E por que você odeia o Natal? Garanto que a resposta vai sair engasgada, se não ficar mudo.

Com o passar dos anos, ficamos melancólicos, é fato. A família diminuiu, alguns se foram para sempre, outros estão longe temporariamente, existem perdas pela estrada da vida, mas odiar o Natal por causa disso, não faz sentido. A vida tem que continuar, obedecendo à lei natural das coisas, uns partem, mas outros chegam. E todo ano tem Natal, mesmo que você não queira. Além disso, um novo ano sempre começa e se renovam as esperanças e a fé dos seres humanos por tempos melhores.

Tem gente que ainda pode por a culpa nos problemas ou no rumo que a vida tomou. Será que você já parou para pensar que pode ser o único responsável por aquilo que acontece contigo? Já ouviu falar que quem semeia ventos, colhe tempestades?

Vamos começar a prestar mais atenção naquilo que estamos plantando e deixar de responsabilizar o Natal pelos nossos fracassos durante o ano todo? Se não for possível fazer o bem a si mesmo, como seremos caridosos com nossos semelhantes?

Depois de terminar de ler este texto, você ainda continua odiando o Natal? Mire-se no exemplo daqueles que fazem da data uma celebração de vida e solidariedade. Ah, e aproveite a festa, mas não se esqueça do aniversariante.


Feliz Natal! Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Reflexões sobre o final do ano...


O Natal já passou e agora todos pensam no novo ano que chegará dentro de alguns dias. Quem assistiu a qualquer programa jornalístico nas últimas semanas, viu pelo menos uma matéria sobre pessoas que fazem caridade no Natal, seja distribuindo comida seja bancando o Papai Noel das crianças pobres.

Todo dezembro é assim, a solidariedade humana transborda até a chegada do Natal, mas, e depois? Quantas reportagens sobre pessoas que distribuem comida aos menos favorecidos durante o ano você vê? Será que eles sentem fome somente no Natal? E nos outros 364 dias, como ficam?

Infelizmente as pessoas acham que ajudar ao próximo é tarefa exclusiva dessa época do ano. Poucos são aqueles que persistem na caridade diariamente, pois é mais fácil ser bom apenas no Natal! E olha que eu não falo apenas de distribuição de mantimentos, refeições, brinquedos e coisas do tipo.

Você não vai ver reportagens sobre pessoas que fazem a ceia do Ano Novo para moradores de rua, por exemplo. Isso não é comum, embora exista, mas não vale nem uma linha no noticiário. O que será veiculado refere-se às comemorações, desejos para um tempo melhor, simpatias, superstições e muita pirotecnia. Para que expor a miséria humana, quando o foco é a beleza do novo? Já bastaram as matérias natalinas, certo? Sentimentalismo não combina com festa.

Apesar de tudo e de todos, ainda vale a pena acreditar que será melhor
Penso que essas pessoas ficam invisíveis aos olhos da maioria durante boa parte do ano. Por que será? Um psicólogo me disse uma vez que as pessoas ficam melhores no final do ano por culpa. Eu concordei, afinal se você passa o ano todo maltratando seu semelhante, dezembro é a hora da redenção. Vira uma moeda de troca, eu ajudo os menos favorecidos e compenso aquilo que fiz de ruim durante o ano, não é uma beleza? Peso na consciência, “tô" fora!

Com o tempo a gente percebe como são poucos os que praticam ações nobres o ano todo. E é muito fácil se tornar uma pessoa boa somente quando o ano termina – os bolsos cheios de dinheiro permitem que a grandeza aflore nesses corações endurecidos. Admiro pessoas que trabalham em favor de outras diariamente, que são gentis, não se omitem e se importam de verdade. Não falo apenas de ajuda financeira, mesmo quem tem pouco pode fazer algo pelo semelhante, basta querer.

Quando ler a última palavra desse texto você pode pensar melhor naquilo que faz o ano inteiro ou simplesmente continuar ignorando essa legião de invisíveis. A escolha é sua. Não é necessário esperar por um ano inteiro para fazer algo de bom, você pode começar agora. Feliz 2013!