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terça-feira, 22 de julho de 2014

Série "Mundo Corporativo" – semana III

Voltamos à série “Mundo Corporativo” depois de uma semana de descanso sobre o assunto. Na última postagem do blog resolvi falar sobre a Copa do Mundo, mas conforme combinado, nosso encontro duraria algumas semanas. Enfim, o tema é muito amplo e poderia ficar meses falando sobre dicas de administração, rotinas empresariais, etc, mas hoje atingimos a terceira (e última) semana.

Espero que as postagens tenham sido interessantes e proveitosas aos leitores que nos acompanharam nessa jornada. A seguir nossos últimos tópicos, baseando-se em situações corriqueiras nas maiorias das empresas. Boa leitura!

Mundo Corporativo – semana III

Nunca estivemos tão dispostos a receber informação como hoje. O tempo todo surgem novidades, notícias, publicações dos mais diversos gêneros, que nos atingem em tempo real.  Computadores, celulares e tablets estão em todos os locais e vivemos conectados. No mundo virtual compartilhamos todo tipo de coisa e sempre buscamos mais, trabalhamos mais e descansamos menos. Será que há algo de errado nesse comportamento? Vejamos:

1 – Compartilhe informações: imagine a seguinte situação, você subitamente adoece e terá que ficar alguns dias em casa se recuperando. Seus colegas de trabalho estarão aptos a dar continuidade ao seu trabalho durante sua ausência? Se sua resposta for sim, parabéns, você sabe compartilhar informações de modo que poderá ser ajudado em uma situação de emergência. Mas se respondeu “não”, é melhor reavaliar sua posição. Tudo bem, seus colegas não têm a obrigação de saber tudo sobre sua rotina de trabalho, mas você também não deve esconder o que faz. Compartilhar informações e conhecimento, apenas acrescenta ao ambiente de trabalho. Infelizmente, muita gente ainda esconde sua atividade dos colegas ou sonega informações, com medo de perder o emprego – vai que o cara ao seu lado faz a mesma tarefa melhor que você ou em menor tempo? Tem gente que ainda não se garante, mesmo depois de anos na mesma empresa....

Workaholic ou desorganizado?
2 – Cumpra sua jornada de trabalho: eventualmente qualquer trabalhador poderá ter que ficar além do seu horário normal de expediente, ou por uma tarefa importantíssima que não poderá ser deixada para o dia seguinte, ou pelo volume de trabalho em determinada época do ano. No entanto, isso não deve ser uma regra. O funcionário que fica depois do horário normal de trabalho não é visto com bons olhos pelos chefes, primeiro pela questão financeira e pagamento de horas extras, encargos, reclamações trabalhistas futuras....além disso, pode-se dar a impressão de que o colaborador não tenha ou priorize sua vida privada. Uma pessoa que trabalhe dez ou doze horas diárias, quando a jornada padrão for de oito horas, não terá tempo para si mesmo e em pouco tempo, poderá adoecer. Você é workaholic ou desorganizado? Cuidado!

3 – Descanse: todo ser humano precisa de descanso depois de uma jornada de trabalho. É o tempo para que se recuperem as energias físicas e mentais. Um trabalhador cansado torna-se improdutivo e mais sujeito ao risco de acidentes. Além disso, depois de um ano de trabalho consecutivo, a legislação trabalhista prevê férias remuneradas de até 30 dias. Embora muitos enxerguem o benefício como um “luxo desnecessário”, a ausência de férias pode interferir na saúde e produtividade. Se o argumento legal não te convencer, inspire-se no relato que está na Bíblia, “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou”. E agora, está convencido que é necessário parar em algum momento?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O passado das redes sociais

Hoje em dia todo mundo participa de uma rede social - Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin,etc - podendo ser apenas para diversão, encontrar velhos amigos ou parentes distantes, compartilhar fotos ou mesmo mostrar habilidades profissionais... Enfim, estamos o tempo todo conectando nossos interesses aos de outras pessoas e mostrando quem somos.

Mas já pensou como era a vida há 20 anos, sem toda essa tecnologia e conectividade? Pois saibam, que mesmo sem ter ideia já compartilhávamos nossas emoções, conquistas, fotos, letras de músicas e outras coisas fofas com nosso círculo de amigos. E ninguém precisava de alta tecnologia, bastava ter uma agenda! Falando assim, considero que essa febre adolescente dos anos de 1990 pode ter sido a antecessora do que conhecemos hoje como redes sociais.

Página de agenda - reprodução internet
O negócio funcionava de maneira muito simples, comprava-se uma agenda em qualquer papelaria e nela compartilhava-se a vida com as amigas. Ali dentro, poucos compromissos agendados, mas muitos feitos realizados. As lembranças dos melhores momentos poderiam ser desde o guardanapo da lanchonete, o ingresso do show, o anel da lata de refrigerante, recortes de revista e, claro, muitas fotos e depoimentos das amigas. Tudo devidamente preso a clipes de plásticos coloridos e nada discretos.

Assim como nas redes sociais de hoje, selecionávamos os amigos que poderiam ter acesso àquele precioso tesouro. Imagina um segredo nas mãos inimigas? Agendas iam para todos os lugares – escola, casa das amigas, clubes, praças, etc – era fácil carregar de lado para o outro, bastava levar. Reunir a turma na casa de alguma amiga, colocar a conversa e a agenda em dia, era compromisso certo. Muitas revistas tinham até a indicação “para colar na agenda” em algumas reportagens, acreditam? Era quase uma indicação para “curtir” a publicação e dividir o material com as amigas. Percebe alguma semelhança ou acha mera coincidência?

O sucesso de uma boa agenda era medido pelo tamanho que ela alcançava durante o decorrer daquele ano. Quanto maior, melhor. Ali tinha espaço para tudo que era importante e inesquecível. E quando um ano se acabava, uma nova agenda precisava ser providenciada, um ciclo que parecia infinito....

Com a popularização dos computadores e internet no início dos anos 2000, a prática foi deixada de lado. A agenda de papel foi substituída pelos blogs, fotologs, até que em 2004 Orkut e Facebook surgiram nos Estados Unidos. Logo chegariam ao Brasil e uma nova forma de se compartilhar a vida com os outros apareceria a partir daí. As agendas adolescentes foram abandonadas, mas deixaram seu legado. Se hoje você compartilha fotos, notícias e coisas fofas com um clique, no passado eram as agendas lotadas de papeis e clipes coloridos que cumpriam essa função.

(*) Apenas para constar, agendas de papel ainda existem em papelarias, mas servem para apontamento de compromissos. Compartilhar a vida com amigos virou coisa de rede social