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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eu já dei o sangue pelo meu time, e você?

Ser torcedor de um time de futebol é uma coisa que transcende a lógica. Você não se torna simpático por um clube do dia para a noite, nasce assim.

Posso dizer que sou corinthiana desde o nascimento. Nasci na capital paulista, em 11 de outubro de 1977, dois dias antes do famoso título contra a Ponte Preta.  Meu registro de nascimento foi feito no cartório em 13 de outubro – o grande dia. Minha mãe saiu da maternidade no dia seguinte, quando a grande nação alvinegra comemorava nas ruas de São Paulo um campeonato que demorou mais de 20 anos para chegar. Recém-nascida, já fiz parte daquilo tudo, mesmo involuntariamente.

E quem vai contestar que eu nasci corinthiana, mesmo tendo o pai torcedor do São Paulo e família materna predominantemente Palmeirense?

Dizem que um ser humano durante a vida pode trocar de partido político, religião, cônjuge, mas mudar de time, jamais! Fazer parte de uma torcida é quase como um casamento. É uma relação em que você confirma sua vontade de ficar junto por toda a vida, na alegria ou tristeza, saúde ou doença, riqueza ou pobreza.... Existe maior prova de amor, permanecendo juntos, mesmo quando a fase é ruim?

A torcida do Sport Club Corinthians Paulista é a segunda maior do Brasil, com mais de 30 milhões de fanáticos. Alguns países pelo mundo, não tem esse número de habitantes. Por isso, somos chamados de nação. E sem contar loucuras pelas quais somos conhecidos, as invasões de estádios, cidades e países? Não merecemos o título de “Bando de Loucos”?

Infelizmente, uma (pequena) parte dessa torcida só funciona na teoria. São corinthianos que vestem a camisa para ir ao supermercado ou Shopping Center aos domingos com a família, mas que na hora que são chamados a provar sua paixão, somem....  

Mas temos sorte de encontrar muita gente boa, que se mobiliza e faz as coisas acontecerem, dentro e fora dos estádios. A campanha “Sangue Corinthiano” é prova disso. Criada em São Paulo, no ano de 2008, pelo torcedor Milton Oliveira, quando o time não atravessava uma boa fase, já conseguiu reunir mais de 20 mil doadores no Brasil e exterior, chegando agora em sua 12ª edição.
Doando meu sangue pela campanha "Sangue Corinthiano"

Inspirada por essa ótima ideia, tenho a oportunidade de realizar a campanha em Araraquara pela primeira vez. As doações acontecem até sábado, dia 05 de outubro, no Hemonúcleo Regional de Araraquara. Posso dizer que eu já dei o sangue pelo meu time e estou muito orgulhosa disso tudo. E você, vai perder a oportunidade de ajudar ao próximo e escancarar sua paixão pelo Corinthians?  

Mostre sua paixão e solidariedade

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Coisas que só encontramos em Araraquara

Desde a minha infância nunca criei raízes em qualquer lugar, sempre mudando de uma cidade para outra por causa da minha família, primeiro foram por causa de problemas de saúde, depois por causa de mudança de emprego do meu pai, depois por causa de estudos. Enfim, moro em Araraquara efetivamente desde 1999, apesar da mudança de minha família ter acontecido em 1995.
Confesso que não escolhi a cidade por livre e espontânea vontade, mas já que estou aqui há algum tempo, notei que várias coisas só acontecem ou existem em Araraquara:
1- coxinha de Bueno de Andrada: quem mora ou visita regularmente a cidade já deve ter ouvido falar do famoso salgado que se tornou conhecido depois que o escritor araraquarense Inácio de Loyola Brandão escreveu um artigo falando sobre o distrito e seu delicioso petisco. O lugar por si só já vale uma visita: um pequeno lugar, cortado pela linha férrea, com uma praça em que são vendidas as deliciosas “coxinhas douradas”. Se não fosse pelo grande movimento aos finais de semana, poderíamos dizer que ali o tempo não passa, lembrando aquelas pequenas cidades do interior.... Além da coxinha tradicional de frango, a Mercearia do Freitas (onde dizem que é vendida a original), também comercializa outros sabores. Preços a partir de R$ 2,00, funciona de terça-feira a domingo, inclusive aos feriados.
2- sorvete de creme suíço do Kawakami: nunca tinha ouvido falar de sorvete de creme suíço, conhecia de creme, creme holandês, entre outros, mas esse só aqui em Araraquara. Quem vai a qualquer uma das sorveterias Kawakami pode encontrar a iguaria por lá. Basicamente o gosto parece de alguma coisa misturada com açúcar queimado, mas é muito bom.  A receita é segredo de família. Se quiser variar, a Vaca Preta (sorvete com Coca-Cola) feita com creme suíço é muito boa. Vale a pena conferir.
3- pôr do sol: eu odeio climas quentes, como aquele que encontramos aqui na famosa “Morada do Sol”, mas o final do dia é um momento mágico, com imagens só encontradas por aqui. Em qualquer lugar da cidade a vista é linda e capaz de gerar fotografias bem interessantes.
vista do pôr do sol em Araraquara (Vila Sedenho)
4- cheiro de laranja: tem gente que reclama do cheiro de laranja que sentimos quando estamos chegando a Araraquara, principalmente vindo pelas rodovias que passam próximas à conhecida fábrica de suco e outros subprodutos da laranja. Em dias que o clima está mais úmido ou anunciando chuva, o cheiro toma conta da cidade. Sinceramente, muito melhor o cheiro de laranja do que outros característicos de cidades cercadas por usinas de açúcar e álcool.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Transito ruim? Conheça Araraquara....

Se você acha o trânsito de sua cidade ruim, é melhor conhecer Araraquara e tirar suas próprias conclusões. Não é preciso usar de matemática ou estatísticas para saber onde estão os problemas, basta sair às ruas, usando qualquer meio de transporte ou mesmo a pé.

Sejamos razoáveis, uma cidade que hoje tem mais de 200 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, não desenvolveu uma estrutura que pudesse suportar de forma adequada e proporcional o aumento também no volume de veículos e trânsito. Claro que esse problema não acontece só por aqui, mas em muitos lugares o crescimento não foi planejado adequadamente e o tempo só faz as coisas piorarem. Além do mais, hoje em dia existem facilidades para a compra de qualquer veículo, financiamentos com prazos bem longos e juros relativamente baixos – qualquer um pode ter um carro ou motocicleta e contribuir para um trânsito cada dia mais caótico.

Pode até sobrar boa vontade do pessoal responsável pelo trânsito na cidade, mas ainda assim tem sido insuficiente. Muitas alterações só aconteceram depois de situações graves envolvendo mortes. Um exemplo é o cruzamento próximo de onde moro, entre a Rua Maurício Galli e a Avenida José Zilioli.

Há três anos e meio quando me mudei para a região, o risco de acidente era constante e aconteceram várias colisões no cruzamento. Lembro que cheguei a participar de um abaixo-assinado feito pelos vizinhos do local pedindo a instalação de semáforos, mas acontece que eles chegaram com atraso, somente depois de uma morte em abril deste ano.

A família da vítima fatal e moradores da região realizaram passeata protestando e em menos de um mês, mudanças foram feitas, semáforos instalados e cruzamentos fechados. (Só para lembrar, o abaixo-assinado foi feito em maio de 2008)

Sim, com os semáforos o trânsito ficou menos perigoso, mas será que você conhece algum cruzamento em que a luz vermelha feche o trânsito por quase dois minutos? Isso pode ser verificado por qualquer pessoa que esteja seguindo pela Avenida José Zilioli e tiver que parar no cruzamento com a Rua Maurício Galli. São exatamente um minuto e quarenta e sete segundos de espera, mas a duração da luz verde é de apenas 37 segundos para os carros. Seja sincero, você já viu isso em algum outro lugar? Para quem não conhece, a avenida mencionada é uma das entradas da cidade de Araraquara para quem chega de Américo Brasiliense.

Outro local de grande movimento e problemático é a Avenida Padre José de Anchieta, entrada da cidade para quem vem da zona Sul da cidade. Em maio deste ano foi instalado um dispositivo chamado “lombofaixa”, que é uma combinação de lombada e faixa de pedestres e deveria ajudar na travessia, mas pouca coisa melhorou.  Infelizmente são raros os motoristas que param e permitem a passagem das pessoas no local, além do mais, é possível perceber a falta da instalação de um semáforo, conforme foi divulgado na época pela imprensa.  Os postes e cabos nas calçadas e canteiro central denunciam o serviço não terminado.

Talvez o semáforo ali fosse desnecessário, afinal de acordo com Código de Trânsito Brasileiro, onde o artigo 70 trata sobre a travessia em locais com faixas ou passagens: “Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem”.  Mas como a educação do motorista araraquarense é limitada, em alguns momentos do dia, podem-se levar vários minutos para conseguir atravessar as duas pistas da Avenida Padre José de Anchieta.

Também não podemos deixar de falar sobre o “Balão das Roseiras”. Apesar dos semáforos instalados e sinalização indicando as faixas que o motorista deve seguir para alcançar seu destino, encontramos vários “espertinhos” que não respeitam as placas indicativas e tumultuam o trânsito querendo abrir passagem onde não é possível. Muitos passam no sinal vermelho seguindo sentido Fonte ou Selmi Dei, só porque a faixa para a Alameda Paulista está verde e ignoram que o próximo semáforo também estará fechado.

Possuo carteira de habilitação há mais de 10 anos, mas não me sinto preparada para dirigir em Araraquara, tenho medo. Como passageira ou pedestre presencio diariamente os mais improváveis absurdos no caminho do trabalho para casa ou aos finais de semana passeando. Tem momentos em que eu gostaria de ter um tanque de guerra para enfrentar o trânsito araraquarense, em outros imagino que o personagem Dick Vigarista vai aparecer em alguma esquina para tumultuar ainda mais nossas ruas, já tão complicadas... Transitar em Araraquara é uma aventura, quase como participar de uma edição da “Corrida Maluca”, onde todos trapaceiam e perdem.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

coisas para fazer antes de morrer - parte I

Desde criança ouvia falar que uma pessoa antes de morrer deveria fazer três coisas: escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Sinceramente, acho difícil quem consegue passar pela vida e fazer tudo isso, sempre vai faltar alguma coisa. No meu caso, posso dizer que a única tarefa que completei com sucesso foi ajudar a plantar algumas árvores, que não sei se sobreviveram por muito tempo depois....

Nos últimos anos viraram moda publicações do tipo "lugares para conhecer antes de morrer", "livros para ler antes de morres", "discos para ouvir antes de morrer", etc.... outro dia, na Livraria Nobel aqui em Araraquara, encontrei um livro curioso com o título "1.001 discos para ouvir antes de morrer". Apesar de respeitar a obra literária, penso que seria humanamente impossível conseguir atingir esse tipo de meta. Imaginando de maneira bem simplória, um disco (ou CD) tem em média uma hora e meia de duração, o que seriam mais de 1.300 horas de música no mínimo... nos dias de hoje, acredito que poucas pessoas conseguiriam ouvir tanto tempo de música, tendo que trabalhar, estudar, enfim, cuidar da vida.

Por isso, resolvi simplicar minha lista de coisas para fazer e uma delas, vou compartilhar agora:

1 - ir ao estádio assistir o jogo do seu time de coração

Não importa se você é Corinthiano como eu, Palmeirense como meu noivo e minha irmã, São Paulino como meu pai, Afeano como muitos que conheço ou se torce para o ASA de Arapiraca... é obrigatório que você vá, pelo menos uma vez na vida, assistir uma partida de futebol do seu time do coração em um estádio.

Recentemente o Corinthians veio jogar aqui em Araraquara pelo Campeonato Brasileiro e eu estive lá. Confesso que foi uma das experiências mais positivas da minha vida, vendo aquelas pessoas reunidas por uma paixão comum, o barulho das torcidas e muita alegria. No começo confesso ter tido receio de ir até um jogo de futebol, com uma das maiores torcidas do Brasil, medo de confusão, violência, brigas...  mas se soubesse que era tão bom teria ido antes e mais vezes.

Se você nunca experimentou essa sensação, poderá compartilhar um pouco disso assistindo o vídeo que fiz naquela tarde. É um panorama do estádio da Fonte Luminosa, logo que os times entraram em campo. Divirta-se, é rapidinho: