Mostrando postagens com marcador torcida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador torcida. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Triste, muito triste....

(leia ouvindo "Desordem", dos Titãs) -https://www.youtube.com/watch?v=pHfCi5elVh0

O principal campeonato de futebol do Brasil acabou no domingo, dia 08 de dezembro, de uma forma triste, para não dizer lamentável. O destaque da última rodada não foi para o belo futebol brasileiro, que, diga-se de passagem, está meio sumido, nem os classificados para a Copa Libertadores de 2014 e muito menos para times grandes rebaixados – o que imperou nos noticiários foi a violência no jogo entre Atlético Paranaense e Vasco.

Ao vivo, pela televisão fomos surpreendidos por uma sessão de pancadaria gratuita. Imagens fortes que correram o mundo rapidamente. Pessoas se espancando, sem motivo. Jogadores pedindo para sua própria torcida parar de brigar. Torcedores feridos, assustados, acuados. Até quando? Infelizmente sabemos que não foi a primeira vez e nem será a última, se nada de efetivo for feito. Já tivemos episódios mais graves, com mortes, infelizmente.

A violência esportiva, no entanto, não é privilégio nosso. Outros eventos envolvendo torcedores insanos já ganharam os noticiários internacionais. Os hooligans ingleses ficaram famosos por atos violentos, o pior deles foi em 1985. A briga entre torcedores Liverpool e Juventus, que resultou em 38 mortos, baniu todos os times ingleses de competições europeias por cinco anos. Os episódios de violência envolvendo hooligans diminuíram, mas não acabaram.

Recentemente, em 2012, outro fato lamentável aconteceu no futebol egípcio. Após o final da partida entre Al-Masry contra Al-Ahly, o campo foi invadido por torcedores, 74 pessoas morreram e mais de duas centenas ficaram feridas. O campeonato de futebol do Egito ficou suspenso, em momento em que o país atravessava séria crise política.

Somos o país do futebol, lembram? Pentacampeões mundiais. A Copa do Mundo da FIFA será realizada no Brasil no ano que vem. Imaginem o que pensam as pessoas ao redor do mundo a nosso respeito neste momento. Somos um povo sério e trabalhador ou um bando de vândalos selvagens?

Os militares já disseram "não" para a Copa em 1983, sabiam?
Honestamente, não sei se estamos preparados para receber um evento tão grandioso. Somos um país emergente, melhoramos muito nossa situação econômica, mas nem tudo vai bem por aqui. Pessoas ainda morrem esperando por atendimento médico, crianças estão fora da escola e a violência está por toda parte (e não só nas favelas e periferias). A violência nos nossos estádios seria um reflexo da nossa realidade?

Neste momento, em que tudo parece estar errado, a música “Desordem”, gravada pelos Titãs em 1987 no álbum "Jesus não tem dentes no país dos banguelas", ficou tão atual....



“Os presos fogem do presídio, imagens na televisão. Mais uma briga de torcidas, Acaba tudo em confusão. A multidão enfurecida queimou os carros da polícia. Os presos fogem do controle, mas que loucura esta nação!”

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eu já dei o sangue pelo meu time, e você?

Ser torcedor de um time de futebol é uma coisa que transcende a lógica. Você não se torna simpático por um clube do dia para a noite, nasce assim.

Posso dizer que sou corinthiana desde o nascimento. Nasci na capital paulista, em 11 de outubro de 1977, dois dias antes do famoso título contra a Ponte Preta.  Meu registro de nascimento foi feito no cartório em 13 de outubro – o grande dia. Minha mãe saiu da maternidade no dia seguinte, quando a grande nação alvinegra comemorava nas ruas de São Paulo um campeonato que demorou mais de 20 anos para chegar. Recém-nascida, já fiz parte daquilo tudo, mesmo involuntariamente.

E quem vai contestar que eu nasci corinthiana, mesmo tendo o pai torcedor do São Paulo e família materna predominantemente Palmeirense?

Dizem que um ser humano durante a vida pode trocar de partido político, religião, cônjuge, mas mudar de time, jamais! Fazer parte de uma torcida é quase como um casamento. É uma relação em que você confirma sua vontade de ficar junto por toda a vida, na alegria ou tristeza, saúde ou doença, riqueza ou pobreza.... Existe maior prova de amor, permanecendo juntos, mesmo quando a fase é ruim?

A torcida do Sport Club Corinthians Paulista é a segunda maior do Brasil, com mais de 30 milhões de fanáticos. Alguns países pelo mundo, não tem esse número de habitantes. Por isso, somos chamados de nação. E sem contar loucuras pelas quais somos conhecidos, as invasões de estádios, cidades e países? Não merecemos o título de “Bando de Loucos”?

Infelizmente, uma (pequena) parte dessa torcida só funciona na teoria. São corinthianos que vestem a camisa para ir ao supermercado ou Shopping Center aos domingos com a família, mas que na hora que são chamados a provar sua paixão, somem....  

Mas temos sorte de encontrar muita gente boa, que se mobiliza e faz as coisas acontecerem, dentro e fora dos estádios. A campanha “Sangue Corinthiano” é prova disso. Criada em São Paulo, no ano de 2008, pelo torcedor Milton Oliveira, quando o time não atravessava uma boa fase, já conseguiu reunir mais de 20 mil doadores no Brasil e exterior, chegando agora em sua 12ª edição.
Doando meu sangue pela campanha "Sangue Corinthiano"

Inspirada por essa ótima ideia, tenho a oportunidade de realizar a campanha em Araraquara pela primeira vez. As doações acontecem até sábado, dia 05 de outubro, no Hemonúcleo Regional de Araraquara. Posso dizer que eu já dei o sangue pelo meu time e estou muito orgulhosa disso tudo. E você, vai perder a oportunidade de ajudar ao próximo e escancarar sua paixão pelo Corinthians?  

Mostre sua paixão e solidariedade